Porta temperos

Finalmente resolvi o problema dos saquinhos de tempero presos por pregadores de roupa!

Os porta temperos que eu encontrava por aí tinham os seguintes defeitos: poucos potinhos, material plástico, muito grandes, preço exorbitante, exigência de muito espaço do armário ou da bancada.

A solução foram esses potinhos de vidro de 40 ml, que comportam perfeitamente o conteúdo dos saquinhos de tempero e ocupam pouco espaço dentro dessa bandejinha de madeira. Encontrei por menos de R$ 1,70 cada em uma lojinha de produtos para perfumistas na Saara, mas também podem ser encontrados em lojas de material para artesanato, já que meu primeiro contato com esses potinhos foi quando ganhei um cheio de brigadeiro de colher como lembrancinha de batizado da minha sobrinha.

Natal na correria de novo!

Todo natal é a mesma coisa: uma correria danada.

Já que este harmonicasa passa mais um ano como “project”, é claro que eu deixei pra hoje a compra do meu amigo oculto e as compras de supermercado, especialmente para os pratos que eu tenho que levar para as festas… Aff, meta para 2012: um harmonicasa sem o “project”.

Como eu fiz o mercado à noite, não sobrou tempo pra adiantar muita coisa, especialmente porque a compra foi grande e tinha muita coisa pra carregar e guardar, o que me deixa particularmente esgotada.

Mas nem tudo está perdido em matéria de organização! Esta semana eu limpei a geladeira praticamente vazia nos mínimos detalhes, e somando isso ao armário de despensa praticamente vazio, me deu vontade de guardar tudo fazendo uma arrumação das boas! E assim foi utilizado meu tempo útil na noite anterior a esse estafante dia.

 
 
 
Tomara que esse “verdinho” continue arrumadinho e colorido! Rs!

Destaque para a caixinha azul da 1ª prateleira! Ela tem o tamanho exato dos saquinhos de tempero! Enquanto não tenho porta temperos, essa é a solução…

Obs.: Sei que já passou das 00hs, então tecnicamente já é dia 24, mas eu sou dessas pessoas que mesmo que durmam às 3 da matina ainda contam como o dia anterior, tá bom?!

PAP: Carne Assada

 Nada mais “confort food” que carne assada. Na verdade eu não sei porque chamam assim: do jeito que mamãe me ensinou não vai ao forno, seria uma carne selada e ensopada com molho bem grosso. Mas nada impede de você colocar tudo pronto no forno. Eu não gosto da ideia, tenho medo de ressecar, mas você pode testar e fazer a experiência se quiser. Vocês fariam um grande favor ao postar o resultado dessa experiência no forno, já que eu tenho sido muito fiel à receita da mamy, e prefiro não mexer em time que tá ganhando!

Eu usei um lagarto redondo, quase 1 kg.

Primeiro eu limpo e tempero ela com vinho (branco ou tinto, vai no olho), 1 dente de alho amassado ou picado, pimenta do reino, sal e molho inglês. Deixo marinar na geladeira por meia hora no mínimo, mas se você for precavido, e temperar à noite, deixe marinar de um dia pro outro e fica ainda mais gostoso.

Tá vendo a gosma da próxima foto? É 1 pimentão grande, 1 tomate grande e uma cebola batidos no processador. Não é pra virar líquido, mas fica assim bem batidinho pra agradar meu maridinho que não gosta de pedaços de cebola. Confia em mim, o molho vai ficar bem encorpado com isso, mas se prefirir cortar em cubinhos, eu já fiz e dá certo também.

Numa panela de pressão, esquente óleo. Eu faço tudo no olho, mas chutaria que são umas 3 ou 4 colheres de sopa. Quando estiver bem quente, pegue a carne com um garfão e deixe escorrer o caldo antes de pôr na panela. Vai espirrar como o inferno, às vezes eu enrrolo meu braço com um pano, mas sempre coloco a tampa da panela de pressão por cima, só pra proteger a mim e ao fogão.

Eu deixo, sei lá, uns 4 minutos, e vou virando a carne pra ela “selar” por todos os lados. Quando estiver com “cara de bife” em todos os lados tá bom. Não se preocupe se o fundo da panela tá com cara de queimado. Cada vez que você for virar a carne, dá uma esfregadinha com ela no fundo, mas não vai sair o queimadinho, e fique tranks porque é assim que o molho fica com o gostinho ferrugem que a gente adora.

Esse é o ponto perfeito!

Pois bem, selada a carne de todos os lados, acrescente a “gosma” (ou os 3 ingredientes picados se desejar), o resto da marinada, e dá uma boa mexida pra soltar o caldo grudado no fundo.

Agora é pôr o molho de tomate (eu uso meia lata) e cubro a carne com água até um pouco mais que a metade da altura dela. Por questões de segurança, nunca encho a panela de pressão com mais de ¾ da capacidade. Prefiro mesmo metade, por segurança.

Hora de tampar a panela. Eu costumo virar a tampa ao contrário e colocar debaixo da torneira pra ver se a água sai por todos os lados (verificando pra ver se não tem nada entupido).

Nessa hora, não deixe a panela no fogo sem cuidado, aproveite pra lavar a louça, e quando fizer aquele barulhinho saindo vapor daquele negócio que gira em cima da tampa, baixe o fogo o máximo que puder e deixe lá por meia hora. Isso é o que acontece quando a sua panela de pressão está em bom funcionamento.

Ma verifique bem. Se estiver saindo vapor pelos lados da tampa, desligue o fogo, veja se não tem pressão nenhuma e tire a tampa. Tire e coloque a borracha em outra posição e tente de novo. Se continuar a sair vapor pelos lados da tampa, desista! É frustrante, porque vai levar horas pra carne ficar boa, e isso você só sabe testando, mas você não vai querer explodir a sua cozinha, e é a segurança da sua família que está em jogo!

Meia hora passada do cozimento normal na pressão, desligue o fogo e espere sair todo o ar antes de abrir a panela.

Nessa hora eu gosto de adicionar batatas e cenouras cortadas grandes. Na foto eu só usei 2 batatas médias.

Deixo no fogo médio com a panela destampada até o molho engrossar. Ou, se os legumes estiverem no ponto desejado, e a carne estiver desfiando, tiro eles e deixo o molho lá até engrossar bem.

Daí, é só fatiar a carne, dispor numa travessa, com os legumes, se tiver, e colocar o molho grosso por cima de tudo. Se tiver molho demais, guarde pra um molho de macarrão. Afinal, quando as cenouras e as batatas acabarem, macarrão e carne assada tem tudo a ver.

Obs.: Eu gosto de acrescentar coentro fresco ao final, mas isso é coisa minha e da minha sogra, vocês é que sabem das suas preferências.

Paredes Neutras

 

Não sei se essa cor me deixa irritada ou com sono. Mas ela deve ter deixado a menininha que morava aqui bem feliz, então obrigada parede lilazim, você já cumpriu o seu papel e é hora de dar tchau.

Bem, é de longa data o meu desejo de ter paredes neutras. Acho aconchegante, acho elegante, acho que me lembra a natureza, acho que me dá a possibilidade de ousar mais nos objetos do cômodo.

Mas também, sempre tive medo. Medo de que ficasse com cara de“institucional”, ou de “antiquado”, ou de “sem sal”. E de uns tempos pra cá, muita gente usou essas cores, virou moda, e como toda “última moda”, já passou, e agora ela é mais criticada que qualquer outra. Se eu colocar um quadro vermelho vocês me matam, né?

Matam nada, eu não sou expert em decoração, na verdade essa é a primeira vez que quero fazer uma decoração mais abrangente que só pintar a parede. Mas eu tive coragem de pintar uma parede inteira de berinjela no outro apartamento, sou formada em artes, e confio no meu senso artístico.

E se no final não ficar bom, é comprar outra lata e preparar os braços, porque o negócio aqui é DIY!

O ministério da sanidade mental adverte: compre a tinta de teste antes de descobrir que na parede é diferente do mostruário!

PS: É isso aí, Imotto! Vamos arrancar esse maldito roxim-lilazim dos infernos do meu futuro escritório/atelier!

Craquelado vitorioso!

Hoje vou mostrar 2 craquelês que eu fiz.

Veja só que vaidosa a Felícia em seu cachepô! Só por que ela é mais mimadinha exigindo mais rega que as outras não quer dizer que ela não merece um mimo! Ficou lindo, mas não era o efeito que eu esperava. Eu gosto de cracos grandes e esses ficaram muito miudinhos.

Vocês não imaginam a minha indignação ao ver que o craquelado ficou pequenininho depois de tanto trabalho e espera! Então, pesquisa daqui, pesquisa dali, e descobri que não adianta forçar a barra: não se faz craquelado em dias úmidos, e não se pode ser pão dura no uso do material: tentei novamente, passando 2 demãos de verniz base e na hora do craquelador usei o pincel bem carregado.

Vai aí uma foto da caixa azul turquesa com um craquelado de sucesso e minha primeira pátina negra na latonagem! Não erro nunca mais!

Ps: Eu espero o craquelado ficar pronto com a mesma ansiedade que se espera um bolo crescer!

Funcionalidade e vícios na organização

Já repararam como a gente estabelece rotinas e organiza as coisas por hábito? Temos a estranha tendência a fazer de tudo um costume, e criar um é sempre mais fácil do que se desfazer de outro.

Outro dia notei que não fazia nenhum sentido ter o escorredor de louça ocupando a maior parte da bancada da pia se tinha um espacinho perfeito pra ele do lado esquerdo. Tentei realocá-lo mas me deu um verdadeiro tique nervoso, como se tivesse algo muito errado com aquela disposição.

Diagnóstico: era do lado direito que ficava na casinha antiga. E porque era assim na casa antiga? Por que era assim na casa da minha mãe. Fico feliz em dizer que o médico já me deu alta e agora tenho o lado direito todinho para preparar comidinhas gostosas.

Viu? Bancada livre para preparar bolos de chocolate e tirar fotos para deixar leitores na vontade!

E voltando da rehab organizacional, identifiquei outras falhas comuns:

Por que meu caderno de receitas deve ficar na estante do quartinho se eu não cozinho lá? Por que a maquiagem deve ficar no banheiro se eu uso o espelho do closet pra me maquiar? E por que deixar o carregador no escritório se eu só carrego a bateria do celular em cima do criado-mudo?

Conclusão: é maravilhoso e super arrumadinho ter um lugar pra cada coisa, mas organização também inclui otimizar o espaço e o tempo para simplificar a vida.

Fica aí a sugestão: procurar soluções para acomodar as coisas de uso frequente perto do lugar que realmente são utilizadas!

 

PS: Não tirei foto da bancada toda por que a pia está cheia de louça do preparo do bolo! Shame on me…

PAP: Molde de caixas cubo e forragem de tecido

Muita gente tem me pedido o molde das caixas de papel paraná. Eu não tenho feito caixas forradas de tecido, porque estou mais entretida com o trabalho artístico das caixas de MDF e da latonagem, mas resolvi dar de presente pra vocês o esqueminha de duas caixas cubo e uma ideia de forração de lambuja!

Esse primeiro molde é facílimo e não tem mistério nenhum: O material é papel paraná, cola branca extra e fita crepe, e o esquema é o seguinte:

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Depois de cortar as partes do molde, é necessário passar o estilete de leve nas junções entre uma face e outra pra facilitar a dobra. Não é um arranhadinho, nem é pra contar o pedaço fora, treine um pouco que você pega o jeito (e vê se não corta o dedo). Uma dobra perfeita influencia demais no resultado, pois do contrário fica torto e não encaixa direito.

 

Pode pôr fita dentro também

As laterais da caixa e as abas da tampa são juntadas com fita crepe. Fica tranks que na forragem tudo vai ficar mais forte.

Existem várias formas de forrar uma caixa e essa é só uma ideia: o material é papel cartão, tecidinhos e cola.

Corte um quadrado de papel cartão para cada face, lembrando que o das faces de dentro serão um tiquinho menores.

Pincele os cartões “esticando” bem a cola, fixe a parte branca no tecido, vire e alise com os dedos. Se ficar cola demais, ultrapassa o tecido e fica manchado e feio, se tiver pedaços sem cola, fica uma bolha. Daí é colar cada quadrado na face correspodente e as sobrinhas (quando for o caso) na face adjacente.  

A montagem tá no esqueminha, mas a idéia básica é que o lance é um quebra-cabeça: Se de um lado tem sobra, o adjacente tem dobra. Assim o acabamento fica perfeito, sem risco de ficar algum pedaço sem paninho.

Mesma idéia pra parte interna

 

Pra tampa, pro molde seguinte e pra qualquer outra caixa que vocês fizerem é a mesma coisa, fica aí o dever de casa pra vocês pensarem, ok? Esse esquema é bem básico, outra hora eu passo o molde da sextavada, mas o princípio é igualzinho…

PS: Cuidado com o estilete! Quando eu estava começando, fiz um corte feio no dedo no meio e foi uma cena de terror com direito a sangue nas paredes recém pintadas no outro apartamento.

Good vibes pra casinha!

Aqui está a Cher, charmozérima na minha sala. Ela nem se incomoda de estar forever alone no rack!

Mamy e a Mototo vieram aqui cheias de amor e disposição pra completar a missão: com direito a radiestesia, orações, incensos, símbolos, sal grosso e amônia, ou seja, barba, cabelo e bigode em matéria de limpeza energética.

 

Suculenta com recheios de sanduba suculentos

Nesse mesmo dia, ganhei duas plantinhas: da Mamy, uma árvore da felicidade, que eu chamo de Feliccia, e da Mototo, um vidrinho com bambus, que acabaram ficando com o nome de Cher, por que eu disse que ela seria a estrela da sala. A minha irmã sugeriu, e o nome acabou pegando.

Não resisti e comprei uma suculenta por quem me apaixonei e terá esse nome suculento mesmo, que é um adjetivo nham-nham fora do meu vocabulário usual. A suculenta é a primeira planta que comprei desde que me casei, credita?

Eu, me aproveitando da Fellicia pra mostrar meus dotes culinários nesse sanduba-vintage-tricolor-vegetariano? Nunca!

 

O legal das 3 é que elas gostam de meia luz, por que a minha casa é meia sombra. E o luxo da Cher e da Suculenta, é que elas são mocinhas bem independentes que só requerem cuidados de vez em quando.

 

 

 

 

PS: Contei que o manjericão morreu poucos dias depois de ter chegado aqui? Bom, se não tivesse morrido antes, murcharia de ciúmes por nunca ter tido nome.

Who you gonna call? Ghostbusters!

 

Ontem cheguei em casa, minha irmã veio me visitar e nem deu tempo de conferir a notícia que veio pelo telefone: meu marido me perguntando se eu vi que a diarista quebrou a quina do espelho. Na hora eu disse simplesmente “pô, que droga”.

Hoje já bateu uma pequena deprê, por que parece que tudo que eu ando comprando está sendo dinheiro perdido: o chuveirinho está pingando, o filtro tá meio bambo porque não era compatível com a toneira, o tapete tá com uma queimadura de cigarro, o vidro do criado-mudo quebrou antes mesmo de chegar ao quarto… Então por que surtar por causa do meu espelho novinho com a quina quebrada?!… AHHHHHHH! (Surtei atrasado)

Pode parecer maluquice, mas as vezes eu preferia que todas essas coisas ficassem mesmo inutilizáveis e eu comprasse tudo novinho de novo, mas nãaaaao: são coisas novas, inteiras com um defeitinho não suficiente para ir pro lixo ou ser doado. Dói no bolso e na consciência.

Resultado? Itens novinhos com cara de quebra-galho.

Antes de pensar que solução eu vou dar pra isso tudo, vou aceitar a proposta da minha irmã de purificar a casa, nem que seja com um incensinho…

PS: Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, ah, existem….

Upgrade: caixinhas de madeira

 Como combinado, aí está o meu novo momento artesanato descontrol!

Um belo dia acompanhei a Mamy no Saara e me apaixonei por alguns dos mil modelos de caixinha de madeira que vi por lá. Mas dessa vez eu não tinha em mente forrá-las de tecido, então levei duas pra casa e lá fui eu pesquisar técnicas de pintura e textura no mdf.

Pronto! Alguns dias depois lá estava eu no Saara com mais sacolas do que eu podia carregar! Já viu a expressão “olho maior que a barriga”? Deve ter alguma parecida em relação a peso e braços…

Quando eu me empolgo com alguma coisa, pesquiso a fundo, compro mil materiais, experimento tudo. Até que eu vi umas caixas com trabalhos de latonagem. Fiquei encantada e resolvi aprender latonagem também.

Agora estou bem mais satisfeita, por que nesse trabalho eu tenho mais possibilidades de expressão e criatividade. Eu posso até dizer que esse trabalho está bem mais para arte que para artesanato, o que deixa meu diploma de bacharel em pintura bem mais feliz em sua pastinha esquecida.

PS: E o que que eu vou fazer com aquele monte de paninhos que eu comprei? Aguardem as cenas do próximo capítulo!
PS2: Num mundo perfeito, o meu diploma seria plenamente feliz.

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