Fichários e organização do estudo

 Neste semestre decidi utilizar um fichário ao invés dos cadernos.

Os fichários são mais leves porque só contêm o que já escrevi e algumas folhas extras (posso até levar só o bloco pra faculdade). Além disso, acabaram os problemas das muitas folhas em branco desperdiçadas no final do período, mesmo jogando fora as usadas e doando o resto: cadernos fininhos com arames enormes.

Outro motivo, dessa vez mais fútil, é poder utilizar aquelas folhas decoradas, e quando enjoar, comprar de outra estampa (ora, porque não tornar minhas aulas mais felizes?).

As páginas decoradas até vai, mas preferi comprar um modelo simples e liso de fichário, e não aqueles modelos trambolhudos super decorados que fecham com ziper feito uma bolsa, porque quando chega o final do semestre, substituo as folhas escritas à mão pelos meus resumos digitados, organizo tudo por matéria com as guias coloridas, e depois guardo na estante (quanto mais simples o fichário, melhor para a organização da estante).

Isso é tudo o que importa de cada período, e tenho acesso fácil ao que aprendi quando preciso estudar essas matérias de novo.

Planejamento da lista de compras

Viu, mami? Eu ainda tenho sua listinha original! Deve ter uns 15 anos de idade!

 Dicas para tornar a ida ao mercado mais efetiva e evitar desperdícios:

  • Tenha uma lista de todos os possíveis itens de mercado que você costuma usar, organizando-os por seções, tipo: carnes, hortifruti, frios, grãos e farinhas, produtos de limpeza, produtos de higiene, e etc. Com essa lista na mão é mais fácil visualizar o que está faltando, e a organização por seções faz a lista definitiva de compras de um jeito que você não precise ler todos os itens cada vez que estiver numa seção, e aí, fica mais fácil não esquecer de nada. Foi a minha mama que me ensinou isso, e até hoje tenho e uso a lista dela, caindo aos pedaços. Vou guardar de recordação, mas vou fazer uma nova versão com coisas que eu costumo comprar e não têm na lista, e tirar dela coisas que não costumo comprar
  • O segundo passo é ter um cardápio com os principais pratos que você prepara, separando por tipo de refeição e por ingredientes principais. Ex: No item “carnes”, podem ser listados a carne assada, o cozido, o estrogonofe, o bife a role etc.
  • Uma vez que você tenha as duas listas, planeje o que você quer cozinhar durante uma ou duas semanas (dependendo da frequência de idas ao mercado), e compre os ingredientes correspondentes. Mas cuidado, não compre legumes e hortaliças pra consumir daqui a duas semanas, pois é lógico que vão estragar, a não ser que você planeje congelar pratos prontos.

Comida Prática

 

Comida prática pra mim, não é aquela que leva pouco tempo pra preparar, mas sim a que dura, que pode ser esquentada no micro-ondas, levada na marmita e até mesmo congelada.

Esse tipo de comida faz minha jornada na cozinha (normalmente domingo) render de 2 a 3 dias de comida pronta, economiza uma grana de restaurante em dias de trabalho, poupa panelas para esquentar e lavar, e são uma bênção quando chego em casa cansada e com fome.

Exemplos de comida que não é prática são bifes, omeletes, macarrão instantâneo, nuggets, batata frita, etc. Embora sejam de rápido preparo, têm de ser preparados e consumidos na hora, e na próxima refeição, uma nova jornada de cozinha terá de ser iniciada. São práticos apenas para os dias em que não tiver nada pronto e não houver tempo e disposição para cozinhar algo mais elaborado (normalmente quinta e sexta-feira).

Exemplos de comida prática são: feijoadinha, cozido, carne assada, frango xadrez, purê de batata, carne moída, panquecas recheadas, tortas e etc. Repare que além de prática, têm valor nutricional superior às que citei no item anterior.

Menos é Mais: tenha menos com mais qualidade

 

Não são uma graça? É o exemplo perfeito. Quase comprei qualquer coisa pq só tinha uma xícara, mas me mantive firme sem comprar nada até achar algo bonito, diferente, de qualidade e por um bom preço. Comprei numa liquidação e custou quase o que eu ia pagar num joguinho vagabundo.

Muitas das coisas que temos em excesso são de baixa qualidade e estão guardadas só “pro caso de”. Mas pense bem:

  • um monte de lençóis e toalhas manchados e desgastados são pro caso de que? De vir visita? De jeito nenhum que você vai colocar isso na sua cama ou dar pra visita usar! 3 jogos bons são o suficiente, mesmo pro caso de visita. Pode até ser mais, mas que sejam decentes. Que tal manter e usar apenas os que você mais gosta e doar os demais?
  • um copo sobrevivente de cada jogo pra que? Compre um jogo bonito de copos e doe os outros, e se já tem um jogo completo, não precisa manter os sobreviventes dos antigos. No final, quanto mais copos tiver, mais louça pra lavar, porque enquanto tiver copos limpos, os sujos acabam se acumulando na pia.
  • na verdade, o ideal seria guardar em outro lugar as louças excedentes “pro caso de” dar um jantar para visitas. Se isso é raro de acontecer libere o espaço dos armários, deixando de 4 a 6 peças de cada (varia de acordo com o número de pessoas que frequentam a casa) e guarde o resto naqueles lugares menos à mão.
  • chega de ficar guardando as melhores coisas pro caso de visita. Coisas bonitas são pra serem usadas. Ame-se, você merece, torne seu dia a dia especial.
  • pare de comprar coisas só pra ter. Compre melhor, mais bonito e durável, nem que você precise economizar mais um pouco, por que se comprar qualquer coisa, vai se arrepender, e o dia que puder comprar o que realmente quer, vai se dar conta que gastou dinheiro a toa e que vai desperdiçar o que já tinha comprado. Ou seja, ou você deixa de comprar por que já tem algo que o deixa insatisfeito, ou compra duas vezes, o que sai mais caro que comprar uma vez só o que você realmente quer. Ex: quero trocar minhas toalhas manchadas. Aí compro baratinho umas toalhas vagabundas. Elas enxugam mal, começam a desfiar, acabo jogando uma fora e a outra não tem mais combinação. Pronto, mais um ciclo sem fim de tranqueira.
  • se está em busca de algo especial, mas é mais caro do que comprar algo só pra tapar buraco, talvez valha a pena esperar épocas de liquidação nas lojas.
  • se você comprou uma coisa pra substituir outra, não perca tempo, doe a antiga ou jogue logo no lixo.

Temperos verdes

 

É um problema quando compramos salsa, manjericão, coentro e outras ervinhas que não são tão gostosas quando desidratadas se não usamos tudo de uma vez, por que elas estragam rápido na geladeira.

Duas soluções:

A primeira foi a mami que me ensinou, e é perfeita para os temperos que usamos mais: lavar, picar tudo, pôr num potinho pequeno e congelar. O sabor fica preservado e é fácil tirar só a quantidade necessária do potinho congelado. Maravilha! Eu uso coentro em quase tudo, e não tenho tempo pra ir à feira ou ao mercado toda vez que vou cozinhar.

A segunda é pras ervinhas que a gente só usa de vez em quando, como o manjericão e o alecrim: plantar num vasinho! Eu tenho um com manjericão. Além de bonitinho, dando o ar da graça na minha cozinha, eu podo um pouquinho quando quero pôr nos pratos à base de molho de tomate.