Funcionalidade e vícios na organização

Já repararam como a gente estabelece rotinas e organiza as coisas por hábito? Temos a estranha tendência a fazer de tudo um costume, e criar um é sempre mais fácil do que se desfazer de outro.

Outro dia notei que não fazia nenhum sentido ter o escorredor de louça ocupando a maior parte da bancada da pia se tinha um espacinho perfeito pra ele do lado esquerdo. Tentei realocá-lo mas me deu um verdadeiro tique nervoso, como se tivesse algo muito errado com aquela disposição.

Diagnóstico: era do lado direito que ficava na casinha antiga. E porque era assim na casa antiga? Por que era assim na casa da minha mãe. Fico feliz em dizer que o médico já me deu alta e agora tenho o lado direito todinho para preparar comidinhas gostosas.

Viu? Bancada livre para preparar bolos de chocolate e tirar fotos para deixar leitores na vontade!

E voltando da rehab organizacional, identifiquei outras falhas comuns:

Por que meu caderno de receitas deve ficar na estante do quartinho se eu não cozinho lá? Por que a maquiagem deve ficar no banheiro se eu uso o espelho do closet pra me maquiar? E por que deixar o carregador no escritório se eu só carrego a bateria do celular em cima do criado-mudo?

Conclusão: é maravilhoso e super arrumadinho ter um lugar pra cada coisa, mas organização também inclui otimizar o espaço e o tempo para simplificar a vida.

Fica aí a sugestão: procurar soluções para acomodar as coisas de uso frequente perto do lugar que realmente são utilizadas!

 

PS: Não tirei foto da bancada toda por que a pia está cheia de louça do preparo do bolo! Shame on me…

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PAP: Molde de caixas cubo e forragem de tecido

Muita gente tem me pedido o molde das caixas de papel paraná. Eu não tenho feito caixas forradas de tecido, porque estou mais entretida com o trabalho artístico das caixas de MDF e da latonagem, mas resolvi dar de presente pra vocês o esqueminha de duas caixas cubo e uma ideia de forração de lambuja!

Esse primeiro molde é facílimo e não tem mistério nenhum: O material é papel paraná, cola branca extra e fita crepe, e o esquema é o seguinte:

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Depois de cortar as partes do molde, é necessário passar o estilete de leve nas junções entre uma face e outra pra facilitar a dobra. Não é um arranhadinho, nem é pra contar o pedaço fora, treine um pouco que você pega o jeito (e vê se não corta o dedo). Uma dobra perfeita influencia demais no resultado, pois do contrário fica torto e não encaixa direito.

 

Pode pôr fita dentro também

As laterais da caixa e as abas da tampa são juntadas com fita crepe. Fica tranks que na forragem tudo vai ficar mais forte.

Existem várias formas de forrar uma caixa e essa é só uma ideia: o material é papel cartão, tecidinhos e cola.

Corte um quadrado de papel cartão para cada face, lembrando que o das faces de dentro serão um tiquinho menores.

Pincele os cartões “esticando” bem a cola, fixe a parte branca no tecido, vire e alise com os dedos. Se ficar cola demais, ultrapassa o tecido e fica manchado e feio, se tiver pedaços sem cola, fica uma bolha. Daí é colar cada quadrado na face correspodente e as sobrinhas (quando for o caso) na face adjacente.  

A montagem tá no esqueminha, mas a idéia básica é que o lance é um quebra-cabeça: Se de um lado tem sobra, o adjacente tem dobra. Assim o acabamento fica perfeito, sem risco de ficar algum pedaço sem paninho.

Mesma idéia pra parte interna

 

Pra tampa, pro molde seguinte e pra qualquer outra caixa que vocês fizerem é a mesma coisa, fica aí o dever de casa pra vocês pensarem, ok? Esse esquema é bem básico, outra hora eu passo o molde da sextavada, mas o princípio é igualzinho…

PS: Cuidado com o estilete! Quando eu estava começando, fiz um corte feio no dedo no meio e foi uma cena de terror com direito a sangue nas paredes recém pintadas no outro apartamento.

Good vibes pra casinha!

Aqui está a Cher, charmozérima na minha sala. Ela nem se incomoda de estar forever alone no rack!

Mamy e a Mototo vieram aqui cheias de amor e disposição pra completar a missão: com direito a radiestesia, orações, incensos, símbolos, sal grosso e amônia, ou seja, barba, cabelo e bigode em matéria de limpeza energética.

 

Suculenta com recheios de sanduba suculentos

Nesse mesmo dia, ganhei duas plantinhas: da Mamy, uma árvore da felicidade, que eu chamo de Feliccia, e da Mototo, um vidrinho com bambus, que acabaram ficando com o nome de Cher, por que eu disse que ela seria a estrela da sala. A minha irmã sugeriu, e o nome acabou pegando.

Não resisti e comprei uma suculenta por quem me apaixonei e terá esse nome suculento mesmo, que é um adjetivo nham-nham fora do meu vocabulário usual. A suculenta é a primeira planta que comprei desde que me casei, credita?

Eu, me aproveitando da Fellicia pra mostrar meus dotes culinários nesse sanduba-vintage-tricolor-vegetariano? Nunca!

 

O legal das 3 é que elas gostam de meia luz, por que a minha casa é meia sombra. E o luxo da Cher e da Suculenta, é que elas são mocinhas bem independentes que só requerem cuidados de vez em quando.

 

 

 

 

PS: Contei que o manjericão morreu poucos dias depois de ter chegado aqui? Bom, se não tivesse morrido antes, murcharia de ciúmes por nunca ter tido nome.