PAP: Carne Assada

 Nada mais “confort food” que carne assada. Na verdade eu não sei porque chamam assim: do jeito que mamãe me ensinou não vai ao forno, seria uma carne selada e ensopada com molho bem grosso. Mas nada impede de você colocar tudo pronto no forno. Eu não gosto da ideia, tenho medo de ressecar, mas você pode testar e fazer a experiência se quiser. Vocês fariam um grande favor ao postar o resultado dessa experiência no forno, já que eu tenho sido muito fiel à receita da mamy, e prefiro não mexer em time que tá ganhando!

Eu usei um lagarto redondo, quase 1 kg.

Primeiro eu limpo e tempero ela com vinho (branco ou tinto, vai no olho), 1 dente de alho amassado ou picado, pimenta do reino, sal e molho inglês. Deixo marinar na geladeira por meia hora no mínimo, mas se você for precavido, e temperar à noite, deixe marinar de um dia pro outro e fica ainda mais gostoso.

Tá vendo a gosma da próxima foto? É 1 pimentão grande, 1 tomate grande e uma cebola batidos no processador. Não é pra virar líquido, mas fica assim bem batidinho pra agradar meu maridinho que não gosta de pedaços de cebola. Confia em mim, o molho vai ficar bem encorpado com isso, mas se prefirir cortar em cubinhos, eu já fiz e dá certo também.

Numa panela de pressão, esquente óleo. Eu faço tudo no olho, mas chutaria que são umas 3 ou 4 colheres de sopa. Quando estiver bem quente, pegue a carne com um garfão e deixe escorrer o caldo antes de pôr na panela. Vai espirrar como o inferno, às vezes eu enrrolo meu braço com um pano, mas sempre coloco a tampa da panela de pressão por cima, só pra proteger a mim e ao fogão.

Eu deixo, sei lá, uns 4 minutos, e vou virando a carne pra ela “selar” por todos os lados. Quando estiver com “cara de bife” em todos os lados tá bom. Não se preocupe se o fundo da panela tá com cara de queimado. Cada vez que você for virar a carne, dá uma esfregadinha com ela no fundo, mas não vai sair o queimadinho, e fique tranks porque é assim que o molho fica com o gostinho ferrugem que a gente adora.

Esse é o ponto perfeito!

Pois bem, selada a carne de todos os lados, acrescente a “gosma” (ou os 3 ingredientes picados se desejar), o resto da marinada, e dá uma boa mexida pra soltar o caldo grudado no fundo.

Agora é pôr o molho de tomate (eu uso meia lata) e cubro a carne com água até um pouco mais que a metade da altura dela. Por questões de segurança, nunca encho a panela de pressão com mais de ¾ da capacidade. Prefiro mesmo metade, por segurança.

Hora de tampar a panela. Eu costumo virar a tampa ao contrário e colocar debaixo da torneira pra ver se a água sai por todos os lados (verificando pra ver se não tem nada entupido).

Nessa hora, não deixe a panela no fogo sem cuidado, aproveite pra lavar a louça, e quando fizer aquele barulhinho saindo vapor daquele negócio que gira em cima da tampa, baixe o fogo o máximo que puder e deixe lá por meia hora. Isso é o que acontece quando a sua panela de pressão está em bom funcionamento.

Ma verifique bem. Se estiver saindo vapor pelos lados da tampa, desligue o fogo, veja se não tem pressão nenhuma e tire a tampa. Tire e coloque a borracha em outra posição e tente de novo. Se continuar a sair vapor pelos lados da tampa, desista! É frustrante, porque vai levar horas pra carne ficar boa, e isso você só sabe testando, mas você não vai querer explodir a sua cozinha, e é a segurança da sua família que está em jogo!

Meia hora passada do cozimento normal na pressão, desligue o fogo e espere sair todo o ar antes de abrir a panela.

Nessa hora eu gosto de adicionar batatas e cenouras cortadas grandes. Na foto eu só usei 2 batatas médias.

Deixo no fogo médio com a panela destampada até o molho engrossar. Ou, se os legumes estiverem no ponto desejado, e a carne estiver desfiando, tiro eles e deixo o molho lá até engrossar bem.

Daí, é só fatiar a carne, dispor numa travessa, com os legumes, se tiver, e colocar o molho grosso por cima de tudo. Se tiver molho demais, guarde pra um molho de macarrão. Afinal, quando as cenouras e as batatas acabarem, macarrão e carne assada tem tudo a ver.

Obs.: Eu gosto de acrescentar coentro fresco ao final, mas isso é coisa minha e da minha sogra, vocês é que sabem das suas preferências.

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Paredes Neutras

 

Não sei se essa cor me deixa irritada ou com sono. Mas ela deve ter deixado a menininha que morava aqui bem feliz, então obrigada parede lilazim, você já cumpriu o seu papel e é hora de dar tchau.

Bem, é de longa data o meu desejo de ter paredes neutras. Acho aconchegante, acho elegante, acho que me lembra a natureza, acho que me dá a possibilidade de ousar mais nos objetos do cômodo.

Mas também, sempre tive medo. Medo de que ficasse com cara de“institucional”, ou de “antiquado”, ou de “sem sal”. E de uns tempos pra cá, muita gente usou essas cores, virou moda, e como toda “última moda”, já passou, e agora ela é mais criticada que qualquer outra. Se eu colocar um quadro vermelho vocês me matam, né?

Matam nada, eu não sou expert em decoração, na verdade essa é a primeira vez que quero fazer uma decoração mais abrangente que só pintar a parede. Mas eu tive coragem de pintar uma parede inteira de berinjela no outro apartamento, sou formada em artes, e confio no meu senso artístico.

E se no final não ficar bom, é comprar outra lata e preparar os braços, porque o negócio aqui é DIY!

O ministério da sanidade mental adverte: compre a tinta de teste antes de descobrir que na parede é diferente do mostruário!

PS: É isso aí, Imotto! Vamos arrancar esse maldito roxim-lilazim dos infernos do meu futuro escritório/atelier!

Craquelado vitorioso!

Hoje vou mostrar 2 craquelês que eu fiz.

Veja só que vaidosa a Felícia em seu cachepô! Só por que ela é mais mimadinha exigindo mais rega que as outras não quer dizer que ela não merece um mimo! Ficou lindo, mas não era o efeito que eu esperava. Eu gosto de cracos grandes e esses ficaram muito miudinhos.

Vocês não imaginam a minha indignação ao ver que o craquelado ficou pequenininho depois de tanto trabalho e espera! Então, pesquisa daqui, pesquisa dali, e descobri que não adianta forçar a barra: não se faz craquelado em dias úmidos, e não se pode ser pão dura no uso do material: tentei novamente, passando 2 demãos de verniz base e na hora do craquelador usei o pincel bem carregado.

Vai aí uma foto da caixa azul turquesa com um craquelado de sucesso e minha primeira pátina negra na latonagem! Não erro nunca mais!

Ps: Eu espero o craquelado ficar pronto com a mesma ansiedade que se espera um bolo crescer!