Paredes Neutras

 

Não sei se essa cor me deixa irritada ou com sono. Mas ela deve ter deixado a menininha que morava aqui bem feliz, então obrigada parede lilazim, você já cumpriu o seu papel e é hora de dar tchau.

Bem, é de longa data o meu desejo de ter paredes neutras. Acho aconchegante, acho elegante, acho que me lembra a natureza, acho que me dá a possibilidade de ousar mais nos objetos do cômodo.

Mas também, sempre tive medo. Medo de que ficasse com cara de“institucional”, ou de “antiquado”, ou de “sem sal”. E de uns tempos pra cá, muita gente usou essas cores, virou moda, e como toda “última moda”, já passou, e agora ela é mais criticada que qualquer outra. Se eu colocar um quadro vermelho vocês me matam, né?

Matam nada, eu não sou expert em decoração, na verdade essa é a primeira vez que quero fazer uma decoração mais abrangente que só pintar a parede. Mas eu tive coragem de pintar uma parede inteira de berinjela no outro apartamento, sou formada em artes, e confio no meu senso artístico.

E se no final não ficar bom, é comprar outra lata e preparar os braços, porque o negócio aqui é DIY!

O ministério da sanidade mental adverte: compre a tinta de teste antes de descobrir que na parede é diferente do mostruário!

PS: É isso aí, Imotto! Vamos arrancar esse maldito roxim-lilazim dos infernos do meu futuro escritório/atelier!

Craquelado vitorioso!

Hoje vou mostrar 2 craquelês que eu fiz.

Veja só que vaidosa a Felícia em seu cachepô! Só por que ela é mais mimadinha exigindo mais rega que as outras não quer dizer que ela não merece um mimo! Ficou lindo, mas não era o efeito que eu esperava. Eu gosto de cracos grandes e esses ficaram muito miudinhos.

Vocês não imaginam a minha indignação ao ver que o craquelado ficou pequenininho depois de tanto trabalho e espera! Então, pesquisa daqui, pesquisa dali, e descobri que não adianta forçar a barra: não se faz craquelado em dias úmidos, e não se pode ser pão dura no uso do material: tentei novamente, passando 2 demãos de verniz base e na hora do craquelador usei o pincel bem carregado.

Vai aí uma foto da caixa azul turquesa com um craquelado de sucesso e minha primeira pátina negra na latonagem! Não erro nunca mais!

Ps: Eu espero o craquelado ficar pronto com a mesma ansiedade que se espera um bolo crescer!

Good vibes pra casinha!

Aqui está a Cher, charmozérima na minha sala. Ela nem se incomoda de estar forever alone no rack!

Mamy e a Mototo vieram aqui cheias de amor e disposição pra completar a missão: com direito a radiestesia, orações, incensos, símbolos, sal grosso e amônia, ou seja, barba, cabelo e bigode em matéria de limpeza energética.

 

Suculenta com recheios de sanduba suculentos

Nesse mesmo dia, ganhei duas plantinhas: da Mamy, uma árvore da felicidade, que eu chamo de Feliccia, e da Mototo, um vidrinho com bambus, que acabaram ficando com o nome de Cher, por que eu disse que ela seria a estrela da sala. A minha irmã sugeriu, e o nome acabou pegando.

Não resisti e comprei uma suculenta por quem me apaixonei e terá esse nome suculento mesmo, que é um adjetivo nham-nham fora do meu vocabulário usual. A suculenta é a primeira planta que comprei desde que me casei, credita?

Eu, me aproveitando da Fellicia pra mostrar meus dotes culinários nesse sanduba-vintage-tricolor-vegetariano? Nunca!

 

O legal das 3 é que elas gostam de meia luz, por que a minha casa é meia sombra. E o luxo da Cher e da Suculenta, é que elas são mocinhas bem independentes que só requerem cuidados de vez em quando.

 

 

 

 

PS: Contei que o manjericão morreu poucos dias depois de ter chegado aqui? Bom, se não tivesse morrido antes, murcharia de ciúmes por nunca ter tido nome.

Upgrade: caixinhas de madeira

 Como combinado, aí está o meu novo momento artesanato descontrol!

Um belo dia acompanhei a Mamy no Saara e me apaixonei por alguns dos mil modelos de caixinha de madeira que vi por lá. Mas dessa vez eu não tinha em mente forrá-las de tecido, então levei duas pra casa e lá fui eu pesquisar técnicas de pintura e textura no mdf.

Pronto! Alguns dias depois lá estava eu no Saara com mais sacolas do que eu podia carregar! Já viu a expressão “olho maior que a barriga”? Deve ter alguma parecida em relação a peso e braços…

Quando eu me empolgo com alguma coisa, pesquiso a fundo, compro mil materiais, experimento tudo. Até que eu vi umas caixas com trabalhos de latonagem. Fiquei encantada e resolvi aprender latonagem também.

Agora estou bem mais satisfeita, por que nesse trabalho eu tenho mais possibilidades de expressão e criatividade. Eu posso até dizer que esse trabalho está bem mais para arte que para artesanato, o que deixa meu diploma de bacharel em pintura bem mais feliz em sua pastinha esquecida.

PS: E o que que eu vou fazer com aquele monte de paninhos que eu comprei? Aguardem as cenas do próximo capítulo!
PS2: Num mundo perfeito, o meu diploma seria plenamente feliz.

Caixas “cubo”

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Depois das caixas hexagonais, agora meu xodó são as “caixas cubo”.

Elas são um pouco mais fáceis de fazer e são charmosas com essas tampas almofadadas…

Me lembram aquelas caixas de presente tradicionais, tipo aquelas que o smurf Joca distribuía, e quando alguém abria… Kabooom!

Mas as minhas não são explosivas, tá?!

Caixa de costura

  Essa foi feita especialmente para coisinhas de costura. Tanto a tampa quanto o fundo interior da caixa são acolchoados, então dá pra espetar a agulha pra não perder ou alguns alfinetes enquanto faço uma bainha, por exemplo.

Mais uma caixinha…

Essa daqui é o meu xodó…

 

..talvez seja por isso que eu ainda não decidi o que guardar nela!

Caixa porta-revistas

 

Pois é, estou na “missão cada coisa em seu lugar” e exercitando o hobby… 

 

Acabamento é fundamental. Forrei por dentro também.

 

Essa daqui eu fiz para ter um lugar específico para revistas e apostilas

 

 

 

Caixas forradas de tecido

Há tempos que procuro caixas para organizar minhas coisinhas, mas as caixas mais bonitas custam tão caro! Desde então tenho procurado formas de fazer minhas próprias caixas e organizadores (até postei aqui as caixas forradas de papel seda metalizado). Foi então que encontrei sites de passo a passo e até vídeos no youtube ensinando a fazer caixas forradas de tecido, e se tornou meu novo hobbie.

Gente, se forem feitas com esmero (acabamento é fundamental), elas ficam maravilhosas, e tem um monte de variações que podem, além de organizar nossas coisas, servir de decoração para o ambiente.

Não vou ensinar aqui como da outra vez, não por que seja difícil, mas porque isso exigiria um passo a passo com muitas fotos e minúcias, e essa não é a proposta do blog. Repito que a gente acha o passo a passo nos sites, blogs específicos de artesanato e youtube, mas pra quem quer começar, dou uma dica que eu aprendi e não achei por aí:

Nas lojas de tecido, achamos panos 100% algodão (o mais recomendado) próprios para pachwork, que além de nos poupar de grandes cortes de tecidos diferentes, facilitam muito na hora da composição, porque já possuem faixas de estampas diferentes em cores semelhantes, então não precisa quebrar a cabeça tentando combinar estampas. Eu só compro tecido de estampa única para as tampas, quando escolho um tom mais escuro, mas na cor base do “tecido pachwork” (na foto, vinho combinando com o rosa, que é a cor base das demais estampas).

Caixas

Perfeitas para guardar pequenos objetos, e se tudo der certo, cada caixa fica com um certo tipo de coisas. Ex: remédios, material de artesanato, material de costura, cds e dvds etc.

Hoje forrei uma caixa de sapatos, daquelas que a tampa não é removível. A maneira mais prática e bonita de forrar uma caixa é utilizando papel seda metalizado. Você amassa bem o papel e o aplica pincelando cola na caixa. Pressione os amassadinhos pra ficarem rentes à superfície. Não é pra ficar nada solto, mas também não é pra deixar lisinho, é o amassadinho que dá o ar da graça, como dá pra ver na foto. É superfácil, porque se precisar remendar alguma parte, não vai aparecer o remendo, porque o papel amassado é pra ficar irregular mesmo. Se quiser que o interior fique realmente especial, forre-o com papel camurça. Fica tão bacana que pode até ficar à mostra no ambiente.